quarta-feira, 23 de maio de 2012
Projota: Maoir Público do GazStage " Noticias "
No show mais lotado do GazStage nos dois dias de Lupaluna, o rapper Projota
levantou os fãs com as rimas e o ritmo das ruas. Antes de o artista
subir ao palco, já era possível ver a movimentação do público em direção
à tenda. E quando o paulista abriu a apresentação com a música “Desci a
Ladeira” (veja o vídeo abaixo) é que se viu o tamanho do público que
ele tem em Curitiba. Do início ao fim da apresentação, era difícil ver
quem não cantava todos os versos.
A energia positiva presente nas
mensagens da música do rapper ficou ainda mais clara quando ele emendou
com “Pode se envolver”, também cantada em peso pelo público. Na
apresentação, Projota lembrou que foi em Curitiba que ele fez o seu
primeiro show da carreira com cachê. “Podem pedir para o prefeito daqui
me dar a cidadania dessa cidade”, gritou, levando a platéia ao
delírio.
Em entrevista à Gazeta do Povo, ele ressaltou o espaço ganho pelo rap nos festivais do Brasil e agradeceu o convite para o Lupaluna. “No ano passado, o Emicida veio ao festival, e nessa edição temos a Karol Conka, Flora Mattos e Criolo
no line-up. Acho que isso só demonstra que o público está com os
ouvidos mais abertos para o rap”, declarou Projota, que também elogiou a
diversidade de estilos presente nos demais palcos.
Rap une famílias
Apesar de possuírem gostos musicais bem diferentes, Elza Bernardes estava junto da filha Gabriela Reis
na plateia do GazStage. Elas definem que possuem um estilo musical
eclético, mas cada uma pende para um lado. “Curtimos até um funk no
ônibus”, conta Elza, se referindo ao BioBalada, uma das atrações do Lupaluna.
Já a filha não nega a tendência para o rap. “Participamos de todos os
palcos do festival, mas estava aguardando ansiosamente pelo show do
Projota, sou fã”, diz Gabriela.
***Assista a abertura do show e a performance de “Desci a Ladeira”:
Kalibrados- Entrevista para o " Novo Jornal "
NJ: São de facto um dos melhores dentro do hip hop em Angola. Como é que está o grupo nos dias de hoje?
KALI: O que não nos “matou” mais fortes nos tornou, assim estamos nos dias de hoje.
NJ:
Vocês marcaram uma época, revolucionando o mercado hip hop com ‘Negócio
Fechado’ criando uma legião de fãs e um vasto numero de prémios e
solidificaram o vosso nome com ‘Cartas na Mesa’. O que esperam atingir
como artistas com este terceiro disco?
KALI:
Julgamos que sempre que te apresentas em palco tens sempre de provar
alguma coisa ou a ti mesmo ou a alguém e este é o primeiro objectivo
provar uma vez mais que somos bons naquilo que fazemos, segundo como
mensageiros juvenis queremos contribuir com a nossa parte no crescimento
do nosso pais, criticando o necessário , incentivando o crescimento e
aplaudindo o melhoramento com sátiras, metáforas mais tristes ou mais
lúdicos e se fizermos bem esta parte o que vier dai serve como bónus e
incentivo, não temos obsessão por prémios mas sim por palcos grandes,
reconhecimento, aplausos e o suficiente para vivermos do nosso
trabalho.
NJ: Qual o prémio de maior importância que ganharam até hoje? Porquê?
KALI:
Nenhum premio é menos importante que o outro, até uma mensão honrosa ou
um diploma de mérito sabe sempre bem seres reconhecido e premiado pelo
teu trabalho, estamos gratos e lisonjeados por todos prémios que até
hoje nos brindaram e temos em nós refundido o desejo de mais.
NJ:
Assim como os outros, Mr K foi um dos artistas que ajudou o nome
Kalibrados a atingir grandes níveis de expansão. A que se deveu a sua
saída?
KALI:
infelizmente a realidade é que a vida nem sempre permite que todos
casamentos sejam eternos e os motivos podem ser todos ou nenhum, como
grupo e como homens crescemos e por vezes este crescimento motiva
objectivos diferentes entre colectivo e individual, ele disse-nos que
não fazia mais planos de gravar com Kalibrados e que ia estudar, quanto
sabemos hoje o Mister K canta um outro estilo musical e desejamos a
maior sorte do mundo em todos os seus projectos.
NJ: Está difícil trabalhar sem um elemento de base?
KALI:
Obviamente que não é a mesma coisa por causa do formato de gravação,
palco etc, já incutidos, tivemos de ser fortes e inteligentes para
contornar esta fase menos boa para nós.
NJ:
A maior parte das pessoas considera-vos comerciais. Qual a vossa a
visão acerca da controvérsia underground vs comercial que existe dentro
do movimento hip hop. De que lado vocês se põem?
KALI:
Pensamos que a maior parte das pessoas refere-se a “Main Stream” e não
comerciais. Revemo-nos como artistas Main stream obviamente pela
exposição mediática mas com conteúdo por vezes até a mais para ouvidos
fúteis. Há uma confusão enorme nesta matéria “comércio VS underground”
não existe estilo de música ou rap comercial nem estilo de música
underground existe sim artistas underground´s por terem pouca exposição
mediática e com formato de música diferente do padrão por vezes mais
político, mais hardcore, ou mais poético se assim denominam agora no
outro lado da moeda há artistas que no intuito de fama emediata e
sucesso a todo custo envertem para músicas com conteúdo a desejar, com
temas sonhadores e pouco reais tornando suas músicas plásticas,
descartáveis e com curto tempo de vida. Nós Kalibrados somos Hip
Hop’ers.
NJ:
‘Hip Hop sem Kalibrados é tipo Cuba sem Fidel’. O rap sofreu alterações
nestes últimos quatro anos em que estiveram fora do jogo. Acha que foi
para melhor?
KALI:
“3 anos sem kali o rap quase sucumbiu” penso que esta passagem na nova
música dos Kalibrados intitulada TA´QUI espelha bem o que pensamos sobre
a questão obviamente com excepções a esta regra.
NJ:
Porquê tanto tempo de ausência no mundo da música? Não acham que um
grupo do vosso ‘kalibre’ deveria lançar discos anualmente como faz
grande parte dos artistas internacionais? Porquê?
KALI: Penso
que não, sem comparações mas os grandes artistas ate lançam de 3 em 3
anos ou ate mais porque acreditam que é o tempo necessário para os seus
álbuns serem digeridos, quanto a nós não foi isso que se passou,
houveram vários factores como incompatibilidade de tempo, “feeling” de trabalho, a saída do Mister k em
fim muitas coisas que nos levaram a repensar a nossa carreira e isso
leva o seu tempo, mas “a pedido de varias famílias” *risos na sala*
estamos de volta para repor a legalidade.
NJ: Quando pensam em regressar com o novo álbum?
KALI: Definitivamente em Agosto deste ano
NJ: O que é que esta obra irá trazer de novo ao publico angolano?
KALI:
Tudo neste álbum sera novo para o publico angolano desde sonoridade
(instrumentais), temática abordada tendo em conta a realidade destes
tempos, o formato a 3 também, mas acima de tudo poderam contar com
maturidade artística, mais experiencia e música Rap feita com alma onde
demos o melhor de nos em cada tema, retratando tristezas e alegrias
frustrações e celebrações ,êxito e magoas de amor.
NJ: Como é que trabalharam no desenvolvimento dos temas para este projecto?
KALI:
Em quase 4 anos de ausência mediática nunca paramos de criar temas por
consequência devem calcular temos muitas experiencias para por em
música, fizemos do estúdio um laboratório e não tivemos medo de
experimentar.
NJ: Com que participações é que vão contar?
KALI:
Temos perto de 30 temas gravados e devemos ter metade no álbum vamos
ver que músicas entram ou não dai ser difícil falar das participações
posso adiantar para os vossos leitores que temos como destaque três
belos temas com Mátias Damásio, Yuri da Cunha e Puto Português estado a
negociar uma possível participação de alguém de referencia no panorama
internacional.
NJ: Quem produziu e onde foi gravado?
KALI:
80 % do álbum foi produzido pelo Laton, temos produções do Mad, Kid
Mau, Detergente, João Paulo Miramaica, Crapper, SP so para citar
alguns.
NJ:
No primeiro álbum um dos vossos hits foi a música ‘Luanda’. Hoje em dia
a vossa opinião continua a mesma? O que acham que mudou?
KALI:
É uma questão de dar muito pano para manga em que poderíamos fazer um
entrevista só a falar disso, a mudança de mentalidade, maus hábitos não
mudam tão rápido assim e penso que o maior cancro nesta nossa Luanda,
agitada, com transito assustador, de muita poeira motivada pelas
inúmeras obras, com preços que levam pobres a falência e onde até
Chineses já nos “micham”, onde os campos desportivos viram prédios, um
selva de cimento onde todos querem ser Leão mas que nós amamos mesmo
assim e devemos fazer a nossa parte para espreitar algumas melhorias.
NJ:
Nos últimos tempos o nível de criminalidade tem sido uma constante na
nossa realidade e afectado várias figuras publicas. Já foram vitimas?
KALI: Sim, o Laton já foi vitima dos “papoites da via” reconheceram-no mas disseram que estavam em missão de serviço *risadas*
NJ: Sendo jovens influentes na nossa sociedade, qual seria o vosso contributo para solucionar esta situação?
KALI:
incentivamos em nossas mensagens os jovens a mudança a procura
exaustiva por novas portas de maneira que cada um faça o seu próprio
destino com o suor de cada dia sem ter de roubar o alheio e ceifar a
vida de alguém
NJ: Falem-nos sobre os vossos projetos solidários…
KALI:
É do domínio publico que estamos ligados a um projeto solidário que é o
“Sorriso de Criança” encabeçado pelo Laton que tem desenvolvido
inúmeras campanhas de solidariedade com doações, concertos para os mais
desfavorecidos, apoio medicamentoso, alimentos e bens de primeira
necessidade.
NJ:
É nítido que o hip hop em termos individuais está bastante competitivo.
Acha que o grupo vai voltar a atingir o mesmo nível de sucesso obtido
anteriormente?
KALI:
Estamos de volta para repor a legalidade!! E sem desprimor por ninguém
temos consciência do valor que temos e temos o céu como limite quando há
empenho, dedicação inteligência e disciplina no nosso trabalho
NJ: O hip hop em Angola tem sofrido grandes baixas. Quais os artistas actuais que se deveriam levar mais a sério?
KALI: São muitos e a maior parte deles se fossem citados aqui teriam promoção de borla e não merecem. *risos*
NJ:
Kalibrados durante a altura vigência estiveram envolvidos no meio de
grandes polémicas. Vocês ainda ‘mandam no block’ dos rappers em Angola?
KALI:
“Quem Manda no Block” foi uma música que fez o que tinha que fazer
naquela altura, mas não passa apenas de uma música. Em que compreendo
que tenha afectado muito por ter sido verdade o que retratamos no tema e
como por vezes o sucesso atrai ira e inveja foi conotado como
arrogância mas a verdade é que digam o que disserem posemos a fasquia
muita alta, há feitos nossos que dificilmente um outro rapper fará.
NJ: Qual o proveito que tiraram dos problemas que tiveram com a Army Squad?
KALI: 50 000 USD de cachêt e amizade e respeito que hoje temos com todos elementos da Army Squad alguns deles mesmo muito bons amigos.
NJ:
A música ‘Tá aqui’ pareceu-nos uma resposta aos fãs a esclarecer o
porquê da vossa ausência. Conte-nos a verdadeira história que há atrás
desse vídeo?
KALI:
muito se falou sobre a nossa ausência, se tínhamos deixado de cantar,
se o grupo ja não existia em fim, sentimos necessidade de, a nossa
maneira dar uma reposta contundente a ideia do vídeo era mostar que
fruto das inúmeras pessoas, amigos fãs e simpatizantes que nos abordavam
na rua em relação ao nosso regresso algumas pessoas questionaram se era
necessário uma manifestação para pedir o nosso regresso de ai surge a
ideia da repórter tendo como fundo uma manifestão pedindo isso
mesmo,depois era dar a ideia que cada elemento estava algures na sua
vida privada e que estava na altura de voltar ao estúdio gravar e por do
melhor que existe de bom rap nas ruas e dizer O RAP ESTA DE VOLTA, e
quando voltarem a perguntar pelos Kalibrados a resposta TA`QUI.
NJ:
Alguns meios de divulgação têm fechado as portas ao movimento hip hop.
Acham que nesta fase poderão ter as mesmas aberturas do passado? O que
pensam ser preciso mudar para que os rappers sejam levados em maior
consideração?
KALI:
Prefiro não acreditar que alguns meios de divulgação estejam a fechar
as portas para um estilo musical porque para além de estarem a privar os
fãs de consumirem as músicas e os vídeos dos seus ídolos estariam a
oprimir um estilo que daria um resultado 3 vezes pior para os sus
objectivos seguindo um bocado a máxima que o proibido é o mais
apetecido, por outra percebemos que há determinados conteúdos de alguns
rappers que vão em desacordo com estes meios mas nem todos rapper´s são
assim e nem todas músicas têm este conteúdo, cria chamar a especial
atenção para o facto de serem os rappers chamados muitas vezes para
representar Angola principalmente em África, por ser o estilo mais
divulgado em canais muito fortes no continente como Channel O, MTV Base
África ou TRACE e esta resistência não ajuda em nada.
Penso
que cada caso é um caso e como em toda manifestação de arte há bons e
maus, há que saber separar o trigo do joio mas acima de tudo não
desincentivar os artistas porque a cada artista que temos é menos um
marginal ou delinquente na rua e é com base de rap e rimas que vive hoje
uma das maiores marcas de Angola o Kuduro, sem falar que continua a ser
o estilo musical com mensagens mais fortes e poesia muito peculiar.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Mc Marcão - EP * Itinerante * | Download |
Após
o período de 1 ano, lançando músicas avulsas, singles, compilações
promocionais, fazendo shows e chegando à rádio Multishow FM com a canção
“Final Feliz“, o MC Marcão Baixada apresenta seu primeiro registro solo, o EP “Itinerante“, que reúne algumas de suas composições de 2010 e 2011.
“Itinerante”
é uma obra que que apresenta um misto de poesia, conto e crônica
ritmados, onde o MC busca compartilhar o que observa ao seu redor; o
cotidiano, o ser humano e a alma, com uma dose de considerações
filosóficas e romantismo.
O projeto conta com colaborações de Jay Moska (SP), Léo Da XIII, Átomo, DJ Orácio, Morf e Luccas Carlos (RJ).
segunda-feira, 14 de maio de 2012
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